Precisamos falar sobre racismo no esporte

Por Nathália Muller – Após a suspensão do jogo do PSG contra o Istambul, onde o quarto árbitro romeno Sebastian Colţescu foi acusado de insultar de forma racista um dos jogadores, muito começou a se falar sobre uma nova postura referente ao racismo no esporte na atualidade.

Diversos episódios parecidos como esse já foram divulgados, o mais marcante foi quando o argentino Leandro Desábato foi levado a uma delegacia paulista, em abril de 2005, imediatamente após o jogo do Quilmes contra o São Paulo, no Morumbi, por chamar o atacante Grafite de “negro de merda”. O atleta passou uma noite na delegacia e depois nada aconteceu.

Em 2020, não apenas no esporte mas em geral, uma nova postura em relação ao racismo passou a ser adotada. O assunto começou a ser falado abertamente e a ser questionado e denunciado, um marco na luta contra o racismo, que é crime e precisa ser exposto.

No jogo do PSG contra o Istambul, os jogadores se uniram e negaram a entrar em campo com a presença do árbitro acusado de racismo. Neymar Jr foi um dos atletas que afirmou que não iria jogar. A partida foi suspensa e será realizada nesta quarta-feira, com uma nova equipe de arbitragem.

No esporte, atletas negros até hoje são tratados de forma diferente em diversas situações, como se o fato dele ser negro fosse o diminuir de alguma maneira ou então o tornar um caso a parte. O jogo começou a virar e o atleta não deve ter medo de abrir a boca e denunciar, da mesma forma que os racistas até hoje não sentem vergonha de praticar o crime e disseminar o ódio.

As vidas negras sempre importaram mas o grito pelo valor de cada uma delas começou a ecoar com mais força em 2020 e ele não vai se calar. DENUNCIE.

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